Histórico

No dia 6 de novembro de 1968 foi fundada a Associação Mineira de Fisioterapeutas (AMF) e composta sua primeira Diretoria Executiva, representada por:

Presidente: Maria Lúcia Machado da Silva Vice-Presidente: Murillo Walter Silva 1º Secretário: Raimunda Maria da Silveira Deiva Fernandes Lage 2º Secretário: Hilda Martins Neves Marilena Melo Brandão 1º Tesoureiro: Nicola Lettieri Maria do Espírito Santo Corrêa 2º Tesoureiro: Dílson Esteves No dia 13 de novembro de 1968, na primeira reunião extraordinária da AMF com a presença de todos os sócios acima descritos, foi aprovado o primeiro Estatuto da Associação Mineira de Fisioterapeutas. As reuniões aconteciam nas sedes provisórias, geralmente nos domicílios ou consultórios dos primeiros fundadores. Com o tempo, as reuniões foram transferidas, também provisoriamente, para o centro de reabilitação do INPS e passaram a ser bimensal. Nesta primeira gestão da AMF, a organização da associação e o aprimoramento técnico-científico foram enfatizados. Ocorreu a apresentação de um brilhante trabalho cientifico sobre o tema "Reabilitação do Paciente com Enfisema Pulmonar" e a matéria foi mimeografada e distribuída aos sócios. Além disso, a presidente Maria Lúcia Machado da Silva fez demonstrações teórico-práticas sobre o método Bobath no tratamento da paralisia cerebral. A segunda reunião ordinária, realizada em 9 de abril de 1969, definiu a filiação da AMF à Associação Brasileira de Fisioterapeutas- ABF. Na terceira reunião ordinária foi decidido a admissão de sócios acadêmicos do último ano (4°ano) com valor de contribuição menor. Houve também a exposição do problema de valorização e divulgação da fisioterapia por parte dos fisioterapeutas e alunos, impedindo que práticos venham a trabalhar na profissão. Nesta gestão houve discussão e aprovação do Código de Ética, que foi enviado a ABF e distribuído às clínicas e Hospitais que empregavam fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais. A AMF era o único órgão representativo da classe em Belo Horizonte e seu símbolo era "uma mão segurando o raio e a cobra". No dia 1º de abril de 1970, Nova eleição foi realizada e uma nova Diretoria assumia a AMF. Neste período a AMF reivindicava a mudança da denominação de "Técnico em Fisioterapia" para "Fisioterapeuta" e adotava uma posição contrária à participação de qualquer um dos sócios no curso de Auxiliar de Fisioterapia. Quanto à necessidade de regulamentação da fisioterapia, receberam a visita do Sr. Radewaler, um dos ministros que assinou o decreto-lei reconhecendo a profissão. De são Paulo, chegava a notícia de que o projeto de regulamentação da profissão já estava no ministério do trabalho. Já nesta época, se preocupavam com a real situação do mercado mineiro de fisioterapia. Debateu-se muito sobre o código de ética e sobre as divergências dos honorários cobrados pelos profissionais de fisioterapia em BH. Em 1971 no "V Congresso Brasileiro de Medicina Física e Reabilitação", realizado em Belo Horizonte, a AMF participou com a apresentação de trabalhos científicos. Em São Paulo também ocorreu o "Encontro Nacional de Fisioterapeutas". Neste mesmo mandato, os Terapeutas Ocupacionais procuraram a AMF e juntos estudaram a possibilidade de parceria para fortalecer ambas as classes, aumentar o número de associados e, conseqüentemente, criar regionais. Um conselho permanente foi formado de acordo com o estatuto. Continuaram as buscas pela melhoria da organização da AMF, da classe e do nível técnico-científico. Nova eleição ocorreu no dia 15 de dezembro de 1972 . Na 8ª Reunião ordinária ficou definido que o ingresso dos acadêmicos, de 3ª e 4ª série, na Associação fosse feito através do Diretório Acadêmico e referendado pelo diretor da faculdade. Ainda nesta reunião, discutiram sobre a fiscalização da profissão pedindo ao Secretário da Saúde do Estado de Minas Gerais e Secretário Municipal da Saúde o cumprimento da fiscalização da profissão segundo o Decreto-Lei 938/13/10/69 art. 11°. Em 31 de março de 1973, a Sociedade Brasileira de Medicina Física e Reabilitação da regional de Brasília, a Fundação Dom Bosco e a Associação Brasileira de Fisioterapia enviaram ofícios de congratulações referentes ao "II Congresso Brasileiro de Fisioterapia", que viria a ocorrer em São Paulo no ano de 1973 promovido pela ABF e realizado pela APF. E referindo-se principalmente ao "VII Congresso de Fisioterapia em Toronto- Canadá", que aconteceria em junho de 1974. No dia 12 de julho de 1980, o Dr. Marcelo Henrique Mascarenhas foi empossado como presidente da AMF e permaneceu por três mandatos. Além disso, presidiu o "VII Congresso Brasileiro de Fisioterapia" e o "I Encontro de Docentes em Fisioterapia", no ano de 1984, onde foi uniformizado o currículo dos cursos de todo o Brasil. Em 1987 Marcelo Mascarenhas adquiriu a atual sede da AMF, tendo como colaborador em todos os momentos o Dr. José Liberato Junior. "Fica, todavia, o registro de que, a partir de agora, possuímos nossa sede própria, para reuniões, encontros e trabalho de secretaria." - Ata da 18ª Reunião Ordinária da AMF, pág. 79. Dez anos depois, Dr. Marcelo Mascarenhas faz uma convocação para uma assembléia geral extraordinária com intuito de reativar a AMF. A Associação se encontra em uma situação parecida com a anterior à eleição ocorrida em 24 de junho de 2007. Elege-se uma comissão de transição até uma próxima eleição. Em 25 de fevereiro de 1997, realizou-se a primeira reunião da comissão de transição onde foi decidida a criação de subcomissões: administrativa, científica, convênios e associativa. Em novembro de 1997 é eleita a nova diretoria. Esta nova gestão propõe o "I Congresso Mineiro de Fisioterapia". Neste período o SINFITO encontrava-se alojado na sede da AMF. Em 1998 a placa de identificação da sede da AMF foi fixada na porta de entrada e foi providenciado o papel timbrado da associação. Como estratégia de mobilização da classe, a AMF realiza encontros com profissionais formadores de opinião junto aos profissionais fisioterapeutas. Além disso, obteve sucesso na apresentação de "temas livres", todos os temas contaram com um número significativo de participantes e houve muito debate ao final de cada apresentação. Aconteceu na escola de educação física da UFMG o "I ciclo de palestras da AMF", que também contou com a presença do Dr. Jader Sebastião Raimundo, presidente e fundador da FISIOCOOP- cooperativa dos fisioterapeutas. Em novembro de 1999, nova diretoria foi empossada. Esta gestão apoiou seminários, palestras, trabalhos científicos em geral e buscou a interação com demais entidades para um trabalho conjunto. No ano de 2000, foi discutida a criação da AMF Junior que agiria em conjunto a AMF. Em novembro de 2001, a Associação dos Terapeutas Ocupacionais de Minas Gerais passa a utilizar a sede da AMF a pedido dos mesmos para desenvolvimento de seus trabalhos (palestras, cursos). Em dezembro de 2001 elege-se nova diretoria. Esta nova gestão buscou interagir com as faculdades de fisioterapia e promoveram eventos para desenvolvimento da classe. Um dos temas levantados foi a importância de discutir critérios para a abertura de cursos de fisioterapia. No ano de 2003, outra eleição foi realizada para a gestão de 2004/2005. Desde então, a AMF proporcionou oficinas em 2006- Projeto Integrar-, sobre a "Atuação da Fisioterapia no Sistema de Saúde", visando estabelecer em documento diretrizes ou recomendações para a prática do fisioterapeuta dentro do sistema de saúde vigente no Brasil. Também em 2006, foi realizada uma oficina Regional ABENFISIO, com tema central "A Inserção da Fisioterapia nas Necessidades de Saúde da População Através do SUS". A AMF também participou ativamente do "café com especialista". Em associação com a Secretaria do Estado de Saúde, a AMF participou da "I Jornada de Inclusões da Pessoa com Deficiência: Vitória pela Arte". Em 2007 iniciou-se uma gestão de transformações: estabeleceram-se novos parceiros, angariamos novos sócios, comemoramos o aniversário da nossa entidade realizando o "Simpósio dos 40 Anos da AMF" e acima de tudo, atingimos o objetivo de disseminar a ideologia de uma profissão unida e organizada politicamente. Em 2009 continuaremos nosso trabalho e organizaremos novos eventos com o objetivo de favorecer o acesso de profissionais e acadêmicos promovendo a evolução do nível técnico-científico-cultural. A história nos traz lembranças dos tempos em que engatinhávamos no conhecimento de nossas técnicas, até então baseadas nas práticas seculares de profissionais que nos antecederam e que, com o decorrer do tempo, aprimoramos e agregamos aos conhecimentos práticos uma teoria repleta de embasamentos científicos. A cada dia inovamos, reciclamos e transformamos nosso conhecimento e fazemos de uma FISIOTERAPIA, que até há pouco tempo, era somente curativa e voltada para reabilitação, uma profissão que trabalha e promove, também, a prevenção. Nos tornamos, a cada dia, profissionais mais capacitados e devemos, sim, buscar sempre, nosso lugar, seja em clínicas, hospitais, empresas, equipes de saúde, nos lares e onde mais couber a presença de um profissional FISIOTERAPEUTA. Por esses e diversos outros motivos contamos com você caro (a) colega. Sua presença em nosso dia-a-dia é essencial na busca de um melhor e mais devido reconhecimento de nossa profissão, e na firmação (ainda maior) dessa profissão tão bonita, encantadora e que, cada vez mais, conquista àqueles que necessitam de nossos serviços. Associe-se à AMF, participe de nossos encontros e eventos. Sua participação nos honra e, acima de tudo, enobrece a AMF! Contamos com vocês nesse novo ano de lutas e conquistas! Este é o trajeto que viemos percorrendo. Período: 25/02/2013